Esculturas Gregas e Renascentistas

Escultura Grega‏

A escultura grega é uma arte reconhecida no mundo inteiro pelo seu perfeccionismo ao retratar figuras humanas ou divindades antropóides em corpos extremamente detalhados. Usadas largamente como decoração, ou como peças de complemento arquitetural na Grécia Antiga, as esculturas eram feitas especialmente em mármore branco, apesar de outros materiais como o bronze e a terracota terem sido utilizados em casos e períodos específicos.

A tradição da arte da escultura grega tem seu início no século VIII a. C., com esculturas ainda simples, mas já representando o começo de um longo desenvolvimento artístico.  Contando com influências orientais e egípcias, as esculturas feitas neste período, que se convencionou Arcaico, eram essencialmente marcadas pela frontalidade, ou seja, as obras eram concluídas com o objetivo de serem observadas de frente.

A medida que foram evoluindo, já começaram a demonstrar, através do detalhamento da musculatura e ossatura, o grande fascínio grego pela anatomia humana, e que inspira artistas até hoje e deixa admiradores da arte boquiabertos tamanho são os detalhes, o que fez com os gregos acabassem deixando enorme legado em diferentes formas de representação humana e manipulação de matérias-primas.

Nesse período, surgem as esculturas curos (kouros) e corês (kore), que servirão como base às esculturas antropomórficas clássicas. Curos eram as esculturas gregas arcaicas de figura masculina e marcaram o início da representação de corpos nus. Já as corês eram de figura feminina, mas as mulheres ainda eram representadas vestidas nas esculturas.

Essa fase foi o primeiro passo para a aceitação das figuras nuas junto à população grega, retratando atletas vencedores das Olimpíadas e personalidades. Uma das esculturas mais famosas desse período é a Kouros Anavyssos, datada de 530 a. C.

Mudanças no Estilo da Escultura Grega‏

A partir do período Arcaico, a técnica de escultura grega se desenvolve rapidamente, influenciando outras civilizações mundo afora. No classicismo grego foram produzidas as mais importantes obras que representam seu legado a essa forma artística. Já com um detalhamento incrível e técnica apurada, as figuras, agora nuas no geral, ganham expressões mais vivas, abandonando de vez a frontalidade, deixando as obras mais complexas e com independência tridimensional.

Além disso, as representações das formas corporais beiram à perfeição, retratando músculos e ossos de maneira bem simétrica e realista. Obras como a Afrodite de Cnido, do artista Praxiteles, e o Discóbolo, de Miros, representam essa que foi a fase grega mais louvada pelos críticos da arte.

Após a grande evolução da escultura grega no período clássico, sua técnica artística foi exportada para vários povos através do conquistador Alexandre Magno. Porém, de tão valorosa, também se tornou base para a escultura romana, após a conquista da Grécia pelo Império Romano, e acabou sendo exportada para toda a Europa, influenciando artistas ao longo de todos os séculos que se seguiram.

Escultura Renascentista‏

A Renascença foi uma época marcada pela revitalização dos ideais Clássicos expressos na Grécia e Roma antigas. Desse modo, a escultura renascentista volta novamente após o período da arte gótica a retratar detalhadamente o corpo humano e outras figuras da natureza. Revivem a tradição das estátuas nuas e do realismo artístico, ao mesmo tempo em que transformam as esculturas em uma arte própria, sem necessariamente ter uma utilidade arquitetônica, como era, via de regra, no período gótico.

Influenciados pelas descobertas de sítios arqueológicos e escavações que trouxeram à luz várias obras clássicas até então desconhecidas, a escultura renascentista toma como base o modelo greco-romano, voltando ao estudo da anatomia humana a fim de ser representada com perfeição em suas obras. Foi uma época de grande desenvolvimento do livre pensamento e da ciência, influenciada pelas filosofias humanistas e naturalistas. Também as mitologias daquelas antigas sociedades serviram de influência e mesmo de tema para os escultores da Renascença.

O Início da Escultura Grega

A escultura renascentista tem seu marco inicial com Nicola Pisano, no século XIII, que ainda com temas religiosos, caros ao período gótico, revisa seus padrões artísticos elevando o corpo humano ao patamar principal de suas obras, com extremo realismo. Houve, então, com a busca pelo perfeccionismo que o realismo exigia, um vertiginoso desenvolvimento das técnicas de escultura, que levou os artistas a conquistarem domínio pleno na manipulação de materiais como o mármore, a pedra, a madeira e o bronze.

Uma das mais importantes regiões de produção da escultura renascentista foi Florença, na Itália. Foi de lá que saíram nomes como Donatello, Ghiberti, della Robia e Jacopo della Quercia. Esse grupo ficou conhecido como a escola florentina Quattrocento, pois foram artistas que tiveram seu auge no século XV. Mais tarde, então no século XVI, viria uma segunda geração florentina, chamada Cinquecento.

Grandes Nomes da Escultura Grega

Nesta destacam-se Cellini, Sansovino e, principalmente, Michelangelo Buonarroti, que é reconhecido pelas suas obras monumentais, esculturas feitas a partir de grandes blocos de pedra, e pelo detalhamento de expressões faciais e corporais que nos encantam até hoje. Suas obras figuram entre as mais famosas e conhecidas, entre elas estão Davi, estátua de mais de 5 metros de altura em que o herói bíblico é retratado nu, e Pietà, em que está esculpido Jesus morto aos braços da Virgem Maria.

É difícil precisar a importância da escultura renascentista para esta arte. Porém, é sabido que sua técnica e suas formas foram base para escultores por toda a Europa por mais de dois séculos, tendo sido, ainda, exportada para o “Novo Mundo” com o início das Grandes Navegações. Basta-nos, também, lembrarmos que até hoje as obras produzidas neste período são aclamadas pela sua perfeição e beleza e, desde que foram feitas, têm tido papel fundamental na formação de novos artistas.

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Categoria(s) do artigo:
Arte
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