História da Arte Ocidental

As peças mais antigas de arte são encontradas ainda na Pré-História, datando de mais de 25000 anos AC, durante o período Paleolítico, na forma de pequenas estátuas humanas. Alguns milhares de anos mais tarde, ainda no mesmo período histórico, surgia a Arte Rupestre – as pinturas em cavernas – refletindo as atividades diárias dos seres humanos daquela época, como a caça, entre os anos 15000 AC e 9000 AC.

A Arte na Mesopotâmia

Na Mesopotâmia, a arte feita pelos povos da região entre os rios Tigre e Eufrates refletia os aspectos religiosos da sua cultura, com estátuas de deuses. No Egito Antigo, a arte também estava profundamente ligada ao religioso e aos processos funerários. Além das obras feitas para esses fins, havia gravuras feitas em papiros ou nas paredes das pirâmides, mostrando o dia a dia dos egípcios nobres.

A Arte na Grécia Antiga

Na Grécia Antiga, a arte estava diretamente conectada à Mitologia. Durante seu Período Clássico foi que a arte grega teve seu ápice, com obras refletindo a natureza em equilíbrio, buscando espelhar a realidade. Ainda assim, a arte mostrava também um fundo religioso, sendo que as obras mais delicadas e suntuosas ficavam nos templos dos deuses. No Período Helenístico, a arte grega começa a se fundir com a oriental. São deste período algumas obras famosas até hoje, como Vitória da Samotrácia, Vênus de Milo e o templo de Zeus, na cidade de Pérgamo.

A Arte no Império Romano

Durante o período do Império Romano, a arte Romana do Ocidente tem uma forte influência da arte grega, refletindo os mesmos conceitos e preocupação com a importância dos deuses, e a arte de refletir a realidade em suas obras. Neste período, são construídas as grandes obras em homenagem aos imperadores romanos, e as obras em mural começam a tomar proporções tridimensionais.

A Arte no Renascimento Cultural

Na época do Renascimento Cultural, nos séculos XV e XVI, a arte volta a tomar influências clássicas Greco-Romanas. A ideia do antropocentrismo (o homem como centro de tudo) encoraja os artistas a aperfeiçoarem as técnicas baseadas na expressão humana e da natureza com perfeição. Começa-se a utilizar tinta a óleo para pinturas, em busca de uma maior realidade nas obras.

Esculturas

Nas esculturas, as principais obras deste período ainda são famosas até hoje, como:

  • O Casal Arnolfini, de Jan van Eyck
  • A Alegoria da Primavera, de Boticcelli
  • A Virgem dos Rochedos, Monalisa e A Última Ceia, de Leonardo Da Vinci
  • A Escola de Atenas, de Rafael Sanzio
  • O teto da Capela Sistina e a escultura Davi de Michelangelo

Todos exemplos do esforço de seus executores para mostrarem expressões humanas perfeitas – Michelangelo, segundo reza o mito, teria exclamado “Parla!” ao terminar a escultura Davi, tal a realidade da obra, em que até mesmo as veias podem  ser vistas.

Renascimento e Maneirismo

A partir do Renascimento, as escolas artísticas começam a ficar mais delineadas e abundantes. Durante o Maneirismo, no século XVI, as artes começam a se distanciar da perfeição realista clássica, assumindo formas mais alongadas e distorcidas, não sendo incomum que figuras bizarras aparecessem nas obras deste período.  O Juízo Final, de Michelangelo; A Crucificação, de Tintoretto; e O Enterro do Conde de Orgaz, de El Greco, são exemplos deste período.

Barroco

No período Barroco, de 1600 a 1750, a arte barroca tinha uma influência fortemente religiosa, tanto na escultura e pintura, quanto nas manifestações literárias. A cor tinha mais importância do que o traço e o jogo de luz e sombras eram uma constante – assim como a antítese na literatura – mostrando a graça dos céus e o terror do inferno, o temente a Deus e o pecador. A Ceia em Emaús, de Caravagio; A Ronda Noturna, de Rembrandt; O Êxtase de Santa Teresa, de Gian Lorenzo Bernini e As Meninas, de Diego Vélasquez, são exemplos desta época.

Rococó

O estilo Rococó, que durou de 1730 a 1800, deu grande destaque aos afrescos e pinturas de cores claras, cheias de arabescos e linhas curvas. Os grandes nomes desta época foram Jean-Antoine Watteau, Giovanni Battista Tiepolo, François Boucher e Jean-Honoré Fragonard.

Neo-Classicismo

O Neo-Classicismo, que foi de 1750 a 1820, volta a retomar os princípios das belas artes grega e romana, dando mais valor ao traço e ao desenho do que às cores aplicadas às obras. O heroísmo e o civismo eram temas frequentes nas obras típicas deste período. Perseu com a Cabeça da Medusa, de Antonio Canova; O Parnaso, de Anton Raphael Mengs; e O Juramento dos Horácios e A Morte de Sócrates, de Jacques-Louis David, são exemplos desta época.

Romantismo

O período literário Romântico também teve grande influência sobre o desenvolvimento das artes plásticas durante os anos de 1790 a 1850. Assim como na literatura, as obras plásticas refletem a introspecção, a subjetividade, os sentimentos e as sensações. Não era incomum que obras literárias fossem retratadas em pinturas, como, por exemplo, o Jovem Werther, que foi tema dos quadros de diversos artistas deste período. Francisco Goya y Lucientes foi um representante desta época.

Realismo

O Realismo, que foi de 1848 a 1875, prezava a realidade crua e a objetividade científica em suas obras. Os principais temas deste período eram a vida cotidiana e a paisagem natural. Não era incomum que as obras plásticas, assim como a sua manifestação literária, trouxessem alguma espécie de crítica social em suas representações, assim como elementos de erotismo, o que não agradava à sociedade de elite mais conservadora na Europa da época.  Enterro em Ornans, de Gustave Courbet; Vagão de Terceira Classe, de Honoré Daumier e Almoço na Relva, de Édouard Manet, são algumas das obras mais significativas deste período.

Impressionismo

O Impressionismo foi um movimento artístico de 1800 a 1900, em que os artistas já não se preocupavam com a expressão da realidade na obra, mas sim da obra como obra. O uso de cores fortes, as pinceladas soltas, dando o ar de luz e movimento, eram utilizados em abundância pelos pintores deste período. Claude Monet, Degas e Renoir são os grandes nomes deste período. O Pós-Impressionismo foi onde os artistas experimentaram as expressões individuais, muitas vezes optando pelo cromatismo de suas obras. Van Gogh foi um dos maiores nomes neste período.

Expressionismo 

O Expressionismo foi um movimento que surgiu na Alemanha nos primórdios do século XX, que visava à manifestação das reflexões interiores do artista em suas obras – o mundo exterior ao artista não era o que importava neste período, mas sim, o que o artista desejava passar com sua obra. Edvard Munch, Emil Nolde, Amedeo Modigliani, Oskar Kokoschka, Egon Schiele, Chaim Soutine, Alberto Giacometti e Francis Bacon são alguns dos principais artistas deste período.

Cubismo

Nos anos de 1908 a 1915, o Cubismo se manifestava, rompendo com elementos artísticos tradicionais, por apresentar diversos pontos de vista em uma mesma obra de arte. O uso constante de formas geométricas, e por vezes até mesmo recortes de jornais eram uma característica deste período. Entre os principais nomes desta época estão Pablo Picasso e Georges Braque.

 Dadaísmo

O Dadaísmo, que esteve em voga de 1910 a 1920, pregava o non-sense, a falta de sentido e a anarquia em todos os aspectos artísticos, tendo sido manifestado nas artes plásticas e literatura. Ele visava quebrar os paradigmas racionais da época e foi liderado por Tristan Tzara, Hugo Ball e Hans Arp.

Surrealismo

A arte Surrealista dos anos 20 explorava o inconsciente e as expressões artísticas que não eram controladas pela razão. Seus artistas rompiam com as noções tradicionais de perspectiva e proporcionalidade, criando imagens estranhas e fora da realidade. Miró e Salvador Dali são os dois maiores nomes deste período.

Pop Art 

A Pop Art, típica dos anos 50, trazia expressa em quadrinhos e mídia visual, críticas ao consumismo e humor. Richard Hamilton, Allen Jones, Robert Rauschenberg, Jasper Johns, Andy Warhol, Roy Lichtenstein, Tom Wesselman, Jim Dine, David Hockney e Claes Oldenburg são alguns dos nomes mais conhecidos desta manifestação artística.

Arte Conceitual 

Já a Arte Conceitual dos anos 60 buscava alguma espécie de interação entre obras e observador – o que importa nesta manifestação é que a obra deve ser valorizada por si só. Joseph Beuys, Joseph Kosuth, Daniel Buren, Sol Le-Witt e Marcel Broodthaers, Nam June Paik, Vito Acconci, Bill Viola, Bruce Naumann, Gary Hill, Bruce Yonemoto e William Wegman são os nomes mais conhecidos desta época artística.

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Categoria(s) do artigo:
Arte
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