Zeus, o Senhor do Olimpo: Mitologia Grega

Vamos falar de mitologia grega, um tema que desperta muita curiosidade, uma vez que é recheado de histórias incríveis com personagens diferentes de tudo aquilo que podemos imaginar. São inúmeras as lendas que pertencem a mitologia grega, que despertam o nosso imaginário pela forma como são narradas e principalmente, pela riqueza de detalhes que as transportam para bem perto de um mundo real. Falamos de um dos deuses gregos, são tantos, porém, nos concentramos em Zeus, que é dito como o deus dos trovões, o senhor do Olimpo.

Zeus, o deus dos trovões, era filho de Réia e Cronos. Segundo a mitologia grega, o seu pai, Cronos, tinha o hábito de devorar cada um dos seus filhos imediatamente depois que eles nasciam. A razão pela qual Cronos acabava com a vida dos próprios filhos de forma brutal era para evitar que eles viessem a tomar o seu trono. Uma previsão que tinha sido revelada a Cronos anos antes de ele ter o primeiro filho.

E como Zeus sobreviveu a fúria do pai? Depois de ver vários dos seus filhos sendo mortos pelo próprio pai, de presenciar tanto sangue na família e sofrer tanto, a mãe de Zeus, Réia, resolveu agir. Quando Zeus nasceu, no lugar do seu filho, ela entregou para o marido, uma pedra embrulhada, dizendo que era o bebê, salvando a sua vida. Sendo assim, ela decidiu que era o último filho do casal e acabaria de vez com o derramamento de sangue que tomava conta daquela família.

Não demorou muito para Cronos percebeu que não tinha engolido o filho Zeus e sim uma pedra no seu lugar. E bastou que descobrisse a verdade, para sair em busca do filho e acabar com a vida dele, assim como tinha feito com os outros. Porém, a sua busca não deu em nada, Cronos não encontrou Zeus.

Zeus foi criado no bosque de Creta, bem longe da fúria do pai, era alimentado com leite de cabra e mel e sabia de toda a história da sua família. Por isso, quando cresceu decidiu procurar o pai para combatê-lo. Zeus e Cronos viraram dois grandes inimigos, em um dos seus combates, Zeus obrigou o pai a engolir um líquido mágico, que serviu para que todos os filhos engolidos por ele fossem restituídos. Assim, Zeus conheceu os seus 4 irmãos: Deméter, Poseidon, Héstia e Hades. Menos Hera não foi restituída, porque Zeus não tinha sido engolido. Zeus também deu a liberdade a ciclopes que deram a ele o Raio.

A guerra entre Zeus e Cronos durou 10 anos, depois disso Zeus chegou ao Olimpo ao lado dos seus irmãos, Hades e Poseidon, que estiveram ao seu lado para destruir o pai. Eles comandavam o Céu, a Terra e todos os outros deuses.

A Zeus foi concedido o poder sobre os fenômenos atmosféricos, ele era capaz de fazer trovões e relâmpagos, além da chuva, com a mão direita. Ele era capaz de destruir embarcações e plantações, mandando chuvas fortes e devastadoras.

Zeus foi casado por 3 vezes, a primeira delas com a deusa da prudência, Métis. Com a sua primeira esposa teve a filha chamada Atena. Depois Zeus casou-se com Têmis, a segunda esposa era a deusa da justiça. E a sua terceira esposa foi Hera, a sua irmã. Hera e Zeus tiveram vários filhos, porém, um único deles era legítimo, de nome Ares. Ares se tornou o deus da guerra. Além dos filhos com aquelas que foram suas esposas, Zeus teve muitos outros filhos fora do casamento. O Senhor do Olimpo sempre teve muitas amantes. Ele usava todo o seu poder de sedução e também as metamorfoses para conquistar outras mulheres fora do casamento. Falando em metamorfoses, as que são mais conhecidas: Touro da Europa e Cisne de Leda.

Estátua de Zeus em Olímpia: da Criação ao Desaparecimento

A chamada quinta maravilha, a estátua de Zeus, estava na cidade grega de Olímpia. Uma obra de Fídias, esculpida no século V a.C., quando a cidade era dominada por Esparta. Parece que o artista teria levado 8 anos para esculpir a estátua.

A estátua tinha entre 12 a 15 metros de altura, o que equivale mais ou menos a um prédio de 5 andares. Foi esculpida toda em marfim, ébano, pedras preciosas e material de joalheiro. As pedras foram usadas para fazer os olhos de Zeus na obra, que era reproduzido sentado em um trono. Na mão direita da escultura o deus tinha uma estatueta de Nike, a deusa da vitória e na mão esquerda, uma esfera, logo em cima dela, uma águia. Uma outra característica a escultura de Fídias, que segundo historiadores foi repetida em outras obras, era o cenho franzido.

A lenda de Zeus conta que quando ele franzia a fronte todo o Olimpo tremia. A estátua feita por Fídias foi construída no momento em que a briga entre Atenas e Esparta pela poder no Mediterrâneo e na Grécia continental criou uma situação de uma guerra depois da outra para os gregos. Mesmo diante desse momento delicado e tumultuado, as realizações culturais e artísticas da época continuaram sendo feitas e em grande quantidade. Esse período, isto é, o século V a.C. entrou para história grega como “o século do ouro”. Essa denominação se deu porque se tratou de um período onde a cultura estava muito aflorada, surgiram extraordinários artistas, a arquitetura ganhou tanto, foram feitas tantas esculturas, entre outras artes foram desenvolvidas.

Infelizmente a obra de Fídias entrou somente para os relatos históricos, pois não existe mais. A estátua de Zeus existiu até o século V d.C, depois desse período ela desapareceu sem deixar nenhuma pista. Ela tinha sido levada para Constantinopla, e já era longe de ser como foi feita originalmente. Todo o material precioso usado para esculpir e decorar a obra de Fídias já tinha desaparecido. O ouro, o marfim, as pedras preciosas, nada disso da versão original existia mais. Não existe nenhum registro ou pista de onde tenha ido parar a estátua de Zeus esculpida por Fídias e muito menos das partes preciosas que foram desaparecendo antes mesmo que a obra toda desaparecesse.

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Categoria(s) do artigo:
Curiosidades
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