A Fritura e a Limpeza

O Pastel

Grande freqüentador de feiras e festinhas, essa iguaria de cheiro inconfundível e sabor adorável, carrega uma quantidade grande de gordura. Na casa em que moro com minha família, não somos fãs de fritura. De vez em quando fritamos algum alimento, até para “estapearmos” o desejo, pois cresci em uma casa onde a fritura era regra na alimentação.

A Saúde

A Fritura e a Limpeza

A Fritura e a Limpeza

Quando era garoto “lá em Minas Gerais”, era considerado uma criança doentia. A medicina da época me descrevia como “criança saudável com dor de cabeça”. Por muito tempo, já na vida adulta, atribuí meus descompassos de saúde ao lado emocional, pois tivemos um revés familiar, que mudou nossas vidas no campo financeiro.

A Quebra do Paradigma

Quando crescemos e vamos viver apartados de nossos familiares primeiros, temos a oportunidade de errar e acertar à nossa moda. Me uni em matrimônio a uma mulher que não aprova a fritura na culinária. Uma década depois, pude perceber que meu organismo se sentia melhor e analisando as possibilidades, atribuí às mudanças no hábito alimentar.

O Fogão e o Coração

Óleo

Óleo

Repare seu fogão após uma bela fritada de peixes ou pastéis. Fica bem engordurado e a limpeza, que é feita todo dia, não é fácil. Se você ficar vinte anos sem limpar o fogão, como ficaria? E o interior do organismo, conseguimos limpar todos os dias ou acumulamos inadequações alimentares por anos e anos? Chega a ser nojento pensar que em nossas veias pode correr algo parecido com o sebo que fica no fogão pós-fritura.

A essência de nosso ser regada a muito óleo, que mais hora menos hora, entupirá os dutos responsáveis pelo transporte de nosso sangue. Lentamente nos encaminhamos para o cateterismo e outros remendos, por não medirmos a quantidade ideal de determinados alimentos. É gostoso? Pode ser, mas quanto vai me custar amanhã?

Morrer é uma Certeza

Higiene

Higiene

Tive um professor na faculdade que dizia: “temos duas certezas na vida, a primeira é que vou pagar imposto e a segunda, é que um dia vou morrer”. A morte é certa, mas hoje percebo a diferença entre morrer sereno e morrer sofrendo. Não dá para seguirmos uma regra para que o desligamento da vida terrena seja manso, mas quanto sofre o sujeito que alimenta todo dia a possibilidade de câncer no esôfago pelo uso do tabaco? As ações nos levam às conseqüências.

Todo dia comemos. Trabalhamos para algo que na maioria das vezes não temos noção de onde vai chegar, mas creia, o destino é resultado do caminho por onde passamos. Partindo da premissa que o caminho que tomamos nos levará àquele lugar prometido na placa indicativa, podemos optar. A beleza da vida é que podemos escolher.

Autor: Dirceu Pereira Mendonça

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Formação: Bacharelando em Ciência da Computação – Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI)
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