Cultura Egípcia

O estudo da cultura do Antigo Egito é algo que desperta grande admiração e surpresa por seu grau de desenvolvimento num tempo em que humanidade ainda não contava com quase nenhuma tecnologia. Para compreender as nuances culturais desse povo há que se observar as condições de vida que possuíam habitando uma estreia faixa de terras em meio a desertos e cercadas pelo poderoso Rio Nilo.

A religião politeísta (que crê em vários deuses) deu um contorno interessante para o modo de vida e para a cultura desse povo. A arte deixada pelos egípcios também contribui para contar quem eles foram e quais eram as suas prioridades. Vale a pena empreender uma viagem para dentro dessa rica civilização antiga que até os dias de hoje nos inspira a trabalhar com mais criatividade com as ferramentas que possuímos.

Arte e Arquitetura Egípcia

As construções do Antigo Egito despertam admiração e mistério, pois suas gigantescas pirâmides parecem obras quase impossíveis de terem sido executadas com o nível de tecnologia de construção que existia nessa época. O desenvolvimento da arquitetura é um dos traços mais marcantes da influência da religião na formação cultural desse povo. Os egípcios acreditavam em vida após a morte e por isso construíam pirâmides para abrigar as múmias de figuras proeminentes da época.

Quando um faraó falecia era natural que fosse mumificado e colocado dentro de sua pirâmide mortuária com joias, utensílios, roupas, alimentos, móveis, papiros e até mesmo escravos para que pudesse ter conforto quando alcançasse o outro plano em que viveria, isso se passasse pelo julgamento de Osíris. Sua grande fé e temor aos seus deuses impulsionaram a construção de complexos e ricos templos.

A religião também funcionou como um incentivo para a arte que tinha como um dos seus objetivos ornamentar esses templos e outro transmitir histórias. Conjuntos de desenhos entalhados em pirâmides ou mesmo decorados em paredes nos permitem saber quais eram as crenças e o dia a dia desse povo. Uma das características mais lembradas da arte egípcia é o desenho do ser humano com corpo visto de frente e cabeça de perfil, esse estilo era imposto pelos sacerdotes.

Curiosidade

Os indivíduos mumificados eram colocados em sarcófagos (túmulos egípcios) com o desenho do rosto do ocupante para tornar mais fácil seu reconhecimento quando e se sua alma retornasse do mundo dos mortos.

Desenvolvimento da Ciência

A cultura egípcia também foi bastante marcada pelo desenvolvimento de ciências, especialmente as exatas. Para tornar o dia a dia mais prático os egípcios se dedicaram a estudos de matemática e geometria com destaque para técnicas de medição de terrenos e cálculos de áreas de figuras geométricas como triângulos, hexágonos e retângulos. Também foram dedicados ao cálculo do volume de cilindros e pirâmides.

Ainda pensando no cotidiano os egípcios desenvolveram um calendário que possuía 365 dias e estava dividido em três estações bem definidas: Cheia, Inverno e Verão. Isso era necessário para que se pudesse fazer o planejamento da melhor forma de aproveitar o Rio Nilo para o plantio tendo melhores resultados na colheita.

Escrita Egípcia

Não foi somente no campo dos números que os egípcios ganharam destaque e o fato de terem desenvolvido uma escrita própria permitiu preservar parte da sua cultura, que aos poucos vem sendo decifrada pelo homem moderno. Primeiro se desenvolveu a escrita hieroglífica que era composta por figuras pequeninas que juntas resultavam num texto.

Esses desenhos passaram por um processo de evolução e se transformaram na escrita hierática que era um pouco menos complexa. Por fim se desenvolveu a escrita demótica que era ainda mais simples e se tornou a escrita própria dos escribas.

Medicina Egípcia

Algo bastante interessante em relação à cultura dos egípcios diz respeito ao fato de que mesmo tendo forte ligação com a religião eles nunca tiveram empecilhos para o desenvolvimento de tratamentos e procedimentos médicos. Eles sabiam tratar uma grande quantidade de doenças assim como realizavam cirurgias e sabiam que o coração era um órgão vital para a sobrevivência humana.

A Religião Politeísta e Antropozoomórfica dos Egípcios

A cultura egípcia se desenvolveu em torno de sua religião composta por diversos deuses (politeísmo) sendo que essas figuras eram representadas por animais (zoomorfismo) ou por um misto de homem e animal (antropozoomorfismo). Para os egípcios os animais como crocodilos, hipopótamos, chacais, falcões, leões entre outros eram os seus protetores.

O principal deus egípcio era Rá, representado pelo sol, e que para esse povo era o criador de tudo. Outro deus bastante importante era Amon, o protetor dos tebanos. A partir do momento que Tebas passou a ser a capital do Egito esses dois deuses poderosos foram convertidos em apenas um dando origem a Amon-Rá. Outros deuses de grande relevância para os egípcios eram Osíris, Ísis, Thot e Anúbis.

Período de Monolatria

Quando o faraó Amenófis IV assumiu o poder, em torno do século XIV a.C. determinou que o estado egípcio adotaria a monolatria, isto é, a adoração a apenas um deus extinguindo assim o politeísmo. O deus único era Aton e o faraó passou a se chamar de Akhenaton (filho do Sol) – ou Ikhmaton (Aton está satisfeito) como aparece grafado por alguns historiadores.

Contudo, a monolatria não durou muito, pois logo que seu sucessor Tutancâmon assumiu o trono o politeísmo foi restituído e o poder dos sacerdotes devolvido. Apesar das mudanças estabelecidas por Amenófis não terem agradado o povo permitiram manter a centralização do poder por algum tempo. Logo que retornou ao politeísmo o Egito voltou a ter o seu poder descentralizado uma vez que os sacerdotes tinham grande relevância na estrutura da sociedade.

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Categoria(s) do artigo:
África
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