Cultura Australiana

O nome “Austrália” foi formalmente adotado e popularizado em 1817, pelo governador britânico da colônia de New South Wales. O título foi sugerido em 1814 e deriva do latim terra australis incognita (a terra desconhecida ao sul) que tinha sido usado por cartógrafos durante séculos antes da colonização europeia.

A língua dominante desde a colonização é o inglês, com pouco multilinguismo entre a maioria da população. No entanto, ambos os diversos grupos indígenas e muitos imigrantes continuam a usar outros idiomas para se comunicar.

Desde quando era uma colônia britânica, a Austrália desenvolveu uma cultura nacional complexa, com imigrantes de várias partes do mundo, bem como uma população aborígine e indígena. O forte senso de distinção social e histórica entre os diferentes estados e territórios não fez com que houvesse uma grande diversidade subcultural com base em regiões geográficas.

Durante grande parte da história do país, existe o foco em assimilar diferentes grupos culturais às tradições britânicas e australianas dominantes. No entanto, no início de 1970 uma política mais pluralista do multiculturalismo ganhou destaque. Em 1988, foram promovidos eventos bicentenários. Um compromisso foi selado para reforçar a ideia de que a Austrália é formada pela coletividade de diversos povos que vivem em uma sociedade relativamente jovem.

Cultura Australiana em Relação à Família, Parentesco e Casamento

A maioria dos casais heterossexuais se casa por amor e para confirmar um compromisso emocional, financeiro e sexual de longo prazo. Casamentos arranjados podem ocorrer em alguns grupos étnicos, mas não são considerados desejáveis pela maioria das pessoas.

O casamento não é essencial para uma relação de coabitação ou de criação dos filhos, mas quase 60 por cento das pessoas com mais de quinze anos de idade são casadas. A lei concede às pessoas com relacionamento estável os mesmos direitos e responsabilidades legais equivalentes aos dos casais casados ​​formalmente. Casais homossexuais não são reconhecidos pela lei como casados, independentemente de terem um relacionamento de longo prazo.

Os casamentos ocorrem com uma cerimônia civil ou religiosa conduzida e acontecer em qualquer local público ou privado. A cerimônia é normalmente seguida de uma festa com comida, bebida e música. Os convidados oferecem presentes ou dinheiro, e os pais do casal muitas vezes fazem contribuições para cobrir os custos do casamento.

O divórcio foi liberado em 1975 e envolve pouca burocracia. Ele requer um período de separação de um ano e ocorre em cerca de 40 por cento dos casamentos. Após o divórcio, o marido e a esposa concordam em dividir sua propriedade, além das responsabilidades com os filhos, mediadores da justiça geralmente ajudam com este processo.

Em relação à herança, os cidadãos têm liberdade testamentária ou o direito de declarar como desejam que seus bens sejam distribuídos após sua morte. Com essa liberdade, os indivíduos podem optar por remover os parentes e passar sua propriedade para uma organização de caridade ou uma pessoa independente, por exemplo. Se um indivíduo morre sem um testamento válido, a propriedade é distribuída para o cônjuge, os filhos do falecido, em seguida para os pais e outros parentes. Se não houver parentes, a propriedade vai para o governo.

Socialização e Educação

A criação das crianças varia consideravelmente com o país de origem, profissão dos pais e do grupo religioso ao qual pertence uma família. Enquanto a maioria das práticas visa o desenvolvimento de uma criança responsável e independente, muitas famílias aborígenes e migrantes tendem a educar os filhos de forma mais rigorosa do que o restante da população, incentivando-os a se relacionar apenas com familiares e amigos, ficar dependente da família, e deixar a tomada de decisão para os pais.

As mães costumam ser as principais cuidadoras, embora os pais estejam tomando cada vez mais responsabilidade para cuidar das crianças. No passado, as mães recebiam ajuda de crianças mais velhas, parentes e vizinhos. A redução no tamanho das famílias nos últimos anos fez com que a carga de cuidados recaísse principalmente sobre as mães.

Há uma variação significativa nas ideias sobre ser bons pais, refletindo os diversos valores culturais e tradições da etnia. No passado, os valores mais apreciados em crianças eram a obediência e o respeito, mas hoje bons pais são comumente associados com ter filhos assertivos e independentes.

Não existe nenhum tipo de cerimônia formal de iniciação da “cultura nacional”, embora o vigésimo primeiro aniversário, muitas vezes, seja comemorado como um rito de passagem para a idade adulta.

O acesso à educação de alta qualidade é considerado o direito de todos os cidadãos, e o governo fornece educação primária e secundária obrigatória para crianças entre as idades de seis e quinze anos. A maioria das escolas é totalmente financiada pelo governo. O restante são escolas não-governamentais que recebem quase metade do seu financiamento a partir de taxas e fontes privadas, como associações religiosas, por exemplo.

A procura pelas escolas não-governamentais, que geralmente são católicas, vem aumentando desde a década de 70 porque se considera que a escolaridade independente proporcione melhores oportunidades educacionais e de emprego. Centros pré-escolares estão disponíveis para crianças com menos de seis anos de idade.

A educação tem como objetivo fornecer às crianças habilidades sociais e de trabalho. Os métodos de ensino variam de acordo com exigências específicas; por exemplo, a educação para crianças em locais rurais remotos se baseia fortemente em tecnologias de comunicação avançadas.

Além disso, diretrizes foram estabelecidas em todos os estados para lidar com crianças com necessidades educativas especiais. Algumas escolas que possuem uma elevada porcentagem de alunos aborígenes e migrantes têm políticas linguísticas especiais que incluem aulas em outros idiomas além do Inglês.

O ensino superior tornou-se mais acessível e cada vez mais alcança uma proporção maior da população. Ele está disponível em duas formas: universidades e instituições de ensino técnico. Em 1992, 37% das mulheres e 47% dos homens receberam diplomas de ensino superior.

As universidades também atraem um número significativo de estudantes estrangeiros. O governo é responsável por financiar a maioria das universidades e instituições, com contribuições crescentes sendo feitas pelos alunos sob a forma de taxas e pagamentos de impostos.

A Austrália é um país com grandes diversidades culturais devido a vários fatores, mas principalmente pela influência de outros países na região. O povo inglês, por exemplo, serve de grande influência para a sociedade australiana, mas não apenas eles que deixaram seus rastros dentro do território. A arquitetura e a arte também são fortes indicativos de sua cultura diferenciada, com contrastes muito interessantes entre construções clássicas e modernas.

A gastronomia também faz parte dessa realidade cultural, assim como a arte. A ligação com a Ásia é muito grande devido à proximidade existente entre os continentes, portanto uma outra parte da cultura australiana acaba recebendo traços de países asiáticos. Veja a seguir fotos que retratam um pouco melhor como é o povo e a cultura australiana em geral:


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