A Regência de Dom Pedro I

Durou por volta de um ano, mas talvez seja governo no qual o Brasil enxergou maiores mudanças substanciais em curto tempo ao deixar de ser colônia para virar império independente. Dom Pedro assumiu o poder, visto que se pai seguiu para Portugal que não estava em ameaça de ataques de franceses liderados por Napoleão, principal causa para a chegada da família real no ano de 1808. O príncipe-regente reinou em terras nacionais com esse título entre 1821 e 1822, enquanto que o dono do trono estava em solos portugueses para a reforma política.

De Cá Para Lá        

Brasil foi colônia que serviu para exploração e por esse motivo até a chegada da família real não tinha projeto de economia que visou o mínimo de sustentabilidade econômica. No final da primeira década do século XIX começou a movimento que colocou os produtos brasileiros dentro do livre-comércio que circulava o mundo conhecido. A invasão dos franceses fez com que portugueses se concentrasse nos negócios brasileiros. O padrão de consumo mudou modo significativo, de nativos pelados ou com pouca roupa e túnicas dos jesuítas que foram expulsos para as roupas de alfaiates e produtos da moda que chegaram com a corte portuguesa que tinham influências de Londres e Paris.

Manifesta do Partido Brasileiro: Dia do Fico!

Com as reformar em Portugal se acreditava que os laços coloniais tinham importância a se considerar na nova formação do país em termos de economia. Os avanços de aconteciam desde 1808 estavam em ameaça aos aristocratas brasileiros que não ficaram com os braços cruzados e formaram o Partido Brasileiro.

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Antes da união da elite nacional as notícias não eram boas para o Brasil. Na prática o Partido Brasileiro foi primeiro passo oficial para a independência do país. Portugal estava preparado para recomeçar e ordenou que D. Pedro I voltasse para as terras lusitanas no sentido de exercer as funções de príncipe regente. Porém, os aristocratas brasileiros lançaram documento e começaram a colher assinaturas de representantes importantes no sentido de fazer com que o português permanecesse como mandatário em terras verde e amarela.

Parte dos historiadores aponta que Don Pedro I ficou fascinado por causa da ideia de assumir o trono no Brasil e comandar as ações de novo país que florescia ao mundo como nação independente. Nos primeiros dias do ano de 1822 o príncipe-regente de Portugal afirmou estar ao lado do partido nacional, o que de modo histórico se convencionou a chamar: Dia do Fico!

1822: Assembleia Constituinte e Independência

O homem não vive apenas de palavras. D. Pedro sabia e por isso começou a agir pouco momento após declarar apoio à causa brasileira. Formou novo conselho com nomes apenas de pessoas nascidas no Brasil. Após quatro meses os representantes do poder decidiram implantar a regra que determinava qualquer ordem de Portugal como secundária e que deveria ser analisada pelo representante português-brasileiro antes de ter validade de forma oficial.

Na metade do ano foi composta a Assembleia Constituinte que se formou para compor lista de regras básicas para todo solo brasileiro. Em termos simbólicos o documento serviu para demonstrar a diferença dos ideais nacionais e portugueses e ao mesmo tempo conquistar maior apoio popular pró-independência. Na prática, enquanto o conjunto de regras portuguesas se preocupava apenas em explorar, o conjunto de regras do Partido dos Brasileiros visava também desenvolver o país como nação com economia sustentável, ao menos em tese.

O poder português não demorou a enviar decreto para mudar as regras e ao mesmo tempo decretou ser indispensável à volta de D. Pedro para Portugal. Depois de receber conselhos dos amigos, da esposa (Leopoldina) e de José Bonifácio, o príncipe-regente português ganhou coragem para decretar a independência do país (07/111822) na beira do rio Ipiranga.

Cortes Portuguesas e Regência

Por causa da exigência eminente das Cortes Portuguesas Don João retornou para Portugal no sentido de fortalecer o reinado. Porém, por conta das exigências do povo português em mudar a constituições aristocratas, reivindicações lideradas também por Carlota Joaquina, o dono do trono não encontrou outro caminho e modificou as regras. Interessante notar que ao sair do país levou o ouro que estava depositado no Banco do Brasil.

Imagem de Amostra do You Tube

Projeto Para Recolonizar o Brasil: Cortes Portuguesas

Para a reforma do poder português, as Cortes exigiram que o Brasil voltasse a ficar com a condição de colônia e ao mesmo tempo abdicasse das conquistas nacionais que obteve desde o ano de 1808, quando a família real portuguesa se refugiou na colônia para fugir dos ataques napoleônicos. Porém o caminho não seria fácil como na época de Cabral, quando não existira estrutura política para combater os processos exploratórios. Os brasileiros descendentes de europeus, afrodescendente e índios cresceram e também conquistaram o direto de dominar meios de produção.

Dom Pedro I

Dom Pedro I

A história aponta que a primeira medida para retomar o poder da economia do Brasil foi elevar as taxas nos portes por conta de bens que eram negociados com a Inglaterra. As Cortes portuguesas queria faturar dois benefícios com uma medida: (1) Diminuir o poder da Inglaterra; (2) Aumentar o poder exploratório para continuar a faturar riquezas da colônia e crescer de forma econômica depois das reformas em Portugal. Os atos políticos apontaram as regras que evidenciaram as legítimas intenções:

(A). Todas as províncias do Brasil tinham que se submeter à soberania da capital do Portugal

(B) Exército nacional e português tinha que formas única tropa que iria trabalhar de modo exclusivo aos interesses de Lisboa.

(C) Juntas provisórias eleitas em Portugal tinham o objetivo de administrar as províncias do Brasil. Os tribunais da Guanabara perderam o poder autônomo e tinham que se submeter a Lisboa.

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Movimentos Contrários Para Recolonizar do Brasil

As regras para recolonizar o país causaram a revolta da aristocracia brasileira que se organizou para formar movimento contra as medidas portuguesas. Porém, mesmo na ação contrária da supremacia de Lisboa existiam divergências. Por exemplo, José Bonifácio encontrava nos ingleses o apoio ideal para ser independente, ao passo que parte dos líderes urbanos era contra a ligação com forças internacionais. Existiam ainda os membros que declaravam apoio à República, o que aconteceu apenas depois de 67 anos da Independência.

Artigo Escrito por Renato Duarte Plantier

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