Mandala – Significado

O nosso planeta não se resume apenas aos itens naturais, como água, flores, animais, árvores, etc. Ele é uma verdadeira mistura de sensações, vibrações, amor, ódio, esperança, enfim. Quem faz com que tudo isso aconteça são os próprios seres vivos, desde a bactéria até o maior dos mamíferos.

No entanto, quem promove, de verdade, essa verdadeira sensação de mistura é o ser humano. Prova disso é a presença de coisas bastante peculiares de cada porção do planeta. Por exemplo, enquanto no Brasil se saboreia uma deliciosa feijoada no inverno, na Rússia, a sopa tem vez. Ou seja, a diferença entre culturas é bastante perceptível e, em alguns casos, gritante.

Um dos motrizes que fazem a cultura ser tão vasta e densa desse jeito é a religião. No planeta, existem mais de 3 mil seitas e doutrinas que são consideradas religiosas, sendo o Cristianismo a religião que encabeça tal ranking. Em segundo, vem o Islamismo e, em terceiro, o Hinduísmo.

O que faz uma religião ser o que é? Tradição, fé e, sobretudo, a presença de fieis. No entanto, um outro aspecto faz com que a religião chegue em todos os lugares: o simbolismo. Para se tornar mais explicativo, façamos a seguinte análise: se aparecer para nós a foto de uma cruz, logo entenderemos que se trata de um objeto cristão, ou seja, um símbolo.

No nosso artigo de hoje, iremos falar sobre um símbolo que está presente em muitos locais do planeta, e tem um teor religioso: a Mandala. Além de descobrir o seu significado, mostraremos ainda um pouco mais sobre a história desse símbolo, bem como algumas informações interessantes sobre ela. Vamos lá?

A Mandala

Para começo de conversa, Mandala significa “círculo”, em sânscrito.  Mas não é somente esse significado que é atribuído à Mandala. Pode-se tratar também de concentração de energia ou círculo mágico.  Falando em termos universais, a Mandala remete a um estado de harmonia e, ao mesmo tempo, integração.

Artisticamente falando, as mandalas são feitas com bastante cuidado, apresentado diversas figuras geométricas em seu interior. Por conta das diferenças apresentadas em cada mandala, cada uma pode ser associada a um poder divino. Outras, ainda, podem ser utilizadas como um mantra, ou seja, possuírem algum tipo de encantamento.

A mandala é utilizada, segundo registros, desde a Antiguidade, e os primeiros relatos da utilização do artefato datam do século VIII antes do nascimento de Cristo. Ainda hoje, são utilizadas para se alcançar estados considerados “superiores” na meditação. Por conta disso, é bastante utilizado no budismo japonês e no Tibete.

Historiadores e arqueólogos identificaram, no Japão, pinturas rupestres que mostravam que as mandalas já tinham espaço no imaginário do povo daquela época, na qual os desenhos remetiam aos círculos com desenho complexo e geométrico, sendo utilizado, principalmente, como expressão religiosa daquela época. As artes sacras, também, utilizaram conceitos da mandala, conceitos estes que perduraram durante muitos séculos.

No budismo, especificamente, a mandala é vista como um lugar onde divindades repousam, isto é: uma verdadeira mansão divina. Elas podem ser representadas tanto em madeira como em metal. São utilizadas areias que dão um aspecto de beleza e arte na confecção das mandalas. Em alguns locais, depois da utilização da areia para a confecção desses artefatos, esse material é jogado em um rio próximo, como forma de abençoar esses locais. Logicamente que isso só é realizado depois que cerimônias de benção e ouros ritos aconteçam.

Atualmente, muitas pessoas tatuam mandalas em sua pele. Algumas pessoas o fazem por acharem bonitas as formas e cores utilizadas. Outras, pelo simbolismo religioso que ela carrega. É importante salientar que, dependendo das cores utilizadas, as mandalas tem um significado diferenciado, o que acarreta outras sensações, caso a pessoa acredite no poder religioso que tais desenhos emanam.

Em outras palavras, podemos dizer que a mandala remete à relação atribuída entre o homem (no sentido de ser humano) e o cosmos, como um sinal da eterna aliança entre eles. Alguns estudos indicam que, inicialmente, a mandala era utilizada para determinar o tempo, sendo que o ano era medido por esse símbolo.

Apesar da relação bastante íntima com a religião, a mandala também era utilizada para demarcar o centro do mundo. Mas não pense que ela demarcava, literalmente, o centro do planeta: mas sim, o centro do mundo de cada ser humano, ou seja, o seu espaço e alcance. Por isso, a mandala também era utilizada para demarcar espaços e terrenos e, além dessas atribuições, era utilizada, também, pelos homens para construir suas habitações. Para eles, a casa não servia somente como meio de proteção e sobrevivência, mas como um local sagrado, que deveria ser construído e protegido de todos os males. Vemos, aí, uma influência religiosa nas mandalas, mesmo antes de elas começarem a ser utilizadas, de fato, para isso.

Voltando a falar da mandala em termos artísticos, ela é vista como uma mistura de cores e formas que serão a peça chave para ajudar uma pessoa a atingir níveis superiores de adoração. Por conta disso, vários são os desenhos e cores utilizadas para criar as mandalas.

Muitos acreditam que o processo de confecção de uma mandala é rápido. Engano de muitos. Isso porque a construção desse símbolo demanda muito tempo, concentração e meditação. Esse último é utilizado porque, durante o processo de construção, meditações são realizadas, como o propósito de incorporar à mandala uma arte provinda do contato íntimo entre o homem e o cosmos.

Ainda durante o processo de construção da mandala, ela é realizada de uma forma na qual, durante o processo, religião e arte se misturam, e a confecção do objeto se transforma em uma cerimônia bastante importante.  Depois de pronta, ela é apresentada às demais pessoas que estejam presentes, enquanto a cerimônia continua. Terminado o ciclo de construção da mandala, o monge, que foi o responsável pela confecção do símbolo, dá início ao processo de desconstrução, retirando, de forma articulada e delicada, a areia utilizada para esse fim. Logo depois, como já mencionado aqui, uma parte é jogada nas águas de um rio, e a outra pequena parte é oferecida às pessoas presentes.

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Categoria(s) do artigo:
Curiosidades

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