O Que é Semiótica?

A resposta para a pergunta o que é semiótica, em resumo, é a ciência que abrange todos os símbolos. Enquanto a semiose, estuda as mudanças culturais, as considerando como sistemas sígnicos, traduzindo, em sistemas de significados.

Tanto semiótica como semiose são palavras que derivam do grego, cujo significado é “signo”. Já na antiguidade existia uma disciplina que abordava algo semelhante, em Medicina, a “Semiologia”, que nada mais é que o sinônimo de semiótica.

Como ciência geral que faz o estudo dos signos e seus significados, semiótica foi usada pela primeira vez em 1670, pelo inglês Henry Stubbes. Era para definir o estudo que era feito dos sinais dentro da medicina.

Em 1690, foi a vez de John Locke usar termos semelhantes no seu livro chamado “Ensaio acerca do Entendimento Humano”.

Os Objetivos Da Semiótica

É correto afirmar que a semiótica vai além da linguística, que estuda tão somente os signos linguísticos. No caso da semiótica os estudos avança para qualquer que seja esse sistema de signos que pode estar no Cinema, nas Artes Visuais, na Religião, na Ciência, na Culinária, entre outros.

O Surgimento Da Semiótica Como É Entendida Agora

Nos Estados Unidos e na Europa, a semiótica surge e cresce de forma independente. Porém, é comum que façam essa relação de nascimento mais aos Estados Unidos, por conta dos estudos de Charles Sanders Peirce, cujo título é “Semiologia”. São métodos e enfoques eram bem diferentes daqueles adotados na Europa.

No caso da Europa, o significado de semiótica apresentava duas vertentes, a forma e o conteúdo. Dessa forma a semiótica era entendida como uma ciência dupla, que tentava associar sintaxe com semântica, a primeira  relacionada a forma e a segunda a conteúdo.  Porém, a forma como era vista mudou e deixou-se de lado o termo semiologia para usar o semiótica, graças aos teóricos, Roland Barthes e Umberto Eco.

A Origem Do Estudo Dos Signos

A semiótica e a filosofia são duas disciplinas que tiveram origem praticamente na mesma época e não pararam de se desenvolver até os dias atuais. É um movimento de desenvolvimento contínuo. Porém, apesar de começar lá na Grécia antiga, somente passando três séculos é que se viu o que seria os “pais” da semiótica ou como era chamado, semiologia.

O que significa que podemos retroceder até Santo Agostinho ou Platão para começar a ver semiologia ou semiótica.

As Categorias Do Estudo Da Semiótica

Três são as categorias da semiótica: relação, qualidade e representação. Que foram mudadas para outras categorias: Primeiridade, Secundidade e Terceiridade.

1- Primeiridade:

Em resumo, o sentimento é visto como qualidade, que é o que o pensamento nos oculta. É a qualidade da sua consciência imediata e é tão frágil que não temos como tocá-las e se o fizéssemos acabaríamos com ela.

Em resumo, é vista como o presente do agora, imediatamente, livre e espontâneo. É o que se compreende do original daquilo que é imediato, do que é espontâneo. Um exemplo, para simplificar é o que se obtém de uma leitura, a compreensão superficial, o que vem primeiro.

Também está relacionado a possibilidades, como por exemplo, o céu escuro é uma possibilidade de chuva, mas não é certo que choverá. Se a chuva está acontecendo,  deixamos a primeiridade e passamos para secundidade.

2- Secundidade:

Neste segundo ponto falamos da “existência cotidiana”, o que é real, os obstáculos encontrados no caminho, fatos que não estão a mercê do que sonhamos.

O fato de estar vivo coloca o ser humano em relação com o mundo, pois sente as forças externas, que podem não resistir a nossa vontade pessoal.

Em resumo, secundidade é ficar submetido a compreender e neste caso, não superficialmente, mas se aprofundando no conteúdo. Um exemplo, para ficar mais claro, quando o homem come banana, por exemplo, ele entende o alimento que comeu, e associa a ação a frase.

A palavra que define secundidade é ocorrência.

3- Terceiridade:

A experiência é a categoria da primeiridade, ser original, a liberdade, o frescor. A secundidade dar a experiência o factual, a busca, o confronto e para fechar a terceiridade, definida como inteligibilidade ou também de pensamento dos signos. Dessa forma somos capazes de através dos símbolos entender o mundo do nosso modo.

Neste ponto, o homem ele associa a sua frase a experiência vivenciada por ele. Ele associa o que está acontecendo a um fato já vivenciado ou observado.

O escritor Peirce dividiu os signos em três tipos:

1- Ícone – entre o signo ficam mais próximos as emoções e os sentidos, cuja sua representatividade é feita através de um objeto.

O símbolo ícone faz referência ao objeto que pode compartilhar os mais diversos objetos, como por exemplo, a fotografia, a pintura ou um desenho qualquer.

É importante ressaltar que a função é de dar sentido, um “recado”, através de um desenho, um exemplo simples, é a boneca ou boneco na porta do banheiro, que determina, se é um banheiro feminino ou masculino sem nenhuma palavra.

2- Índice – herança cultura ou experiência subjetiva, exemplificando fica mais fácil entender. Se diz “onde já fumaça, há fogo”, o que quer dizer que um indício nos pode crer em uma conclusão.

Outro exemplo, se falarmos de “cadeira”, automaticamente, o signo faz referência a um objeto que conhecemos.

O índice esclarece que existe uma ligação física com o que representa o objeto, não é mais um indício, mas uma certeza. A fotografia é considerada o primeiro índice, através de um registro feito pela luz.

3- Símbolo – se trata de um signo que reflete um objeto, geralmente, você faz a relação de ideias gerais que tem o objetivo de transformar um símbolo de forma que ele possa ser interpretado. Fazendo referência a um objeto.

Para falar também de semiótica foram feitos estudos e criados outros conceitos, como peirceana em semiótica e mais pragmaticista e pragmaticismo.

Dominar a linguagem é sinônimo de sucesso em qualquer área. Existem certas nuanças presentes na comunicação que não ficam explícitas no ambiente, cabendo ao receptor subentendê-las corretamente para não cometer erros comunicacionais.  A semiótica é um ótimo método para se sobrepor ao discurso e agregar êxito no objetivo imaginado. Conheça o que é semiótica.

Definição de semiótica

Este estudo da comunicação ambiciona investigar todas as formas de linguagem existentes, tudo o que possui sentido e significação (significante e significado). O código verbal comunicativo é composto por emissor, mensagem e receptor.

O estudo da ciência linguística junto com o da semiótica está ganhando diversos simpatizantes do último século para cá. Enquanto a primeira estuda os aspectos verbais, a segunda estuda toda forma de comunicação que ultrapassa a tríade “ver-ouvir-ler”. Elementos sociais e psicológicos normalmente também estão inclusos em análises semióticas.

O exemplo “onde há fumaça há fogo” é clássico. Por exemplo, a primeira vista, se existir muita fumaça em uma residência localizada na cidade, os vizinhos vão achar que ali está ocorrendo um incêndio. Contudo, o dono da casa esfumaçada pode apenas estar queimando alguns galhos misturados com o próprio lixo no quintal.  A primeira vista pode muitas vezes nos confundir.

Semiótica e assimilação de símbolos

Desde crianças aprendemos a linguagem utilizando diversos símbolos assimilativos. A assimilação representa uma grande forma de aprendizagem nesta idade. Aprendemos o que são os símbolos e o que de fato eles significam explicitamente. Com o passar do tempo, compreendemos socialmente que existem outros diversos tipos de comunicação implícita, que representam o mundo e os sistemas sociais.

Dentro de uma pequena região urbana sempre existe um grande leque de pessoas e grupos diferentes, que se agigantam pelos cantos das grandes metrópoles. Neste âmbito, quem conseguir entender mais símbolos existentes nos diversos clãs de uma área, acaba sendo o melhor comunicador e por consequência um líder natural, seja monetariamente, politicamente ou socialmente.

Quem trabalha com economia deve entender os jargões das diversas camadas e especialidades econômicas. Assim como o jornalista para encontrar o furo de notícia perfeito, o político diante ações políticas mais pragmáticas e úteis à maioria, o padeiro para fazer o melhor pão da região, entre outras diversas profissões.

Certas informações ficam suspensas no ar, as pessoas que entendem estes símbolos acabam certamente agregando bastante sucesso nos mais amplos momentos da vida.

No aspecto social a semiótica pode salvar vidas, como no comportamento durante o assalto. Ficar tranquilo e ser cortês durante o ato criminoso pode cativar o bandido que pode optar, pelo menos, por não ser violento. Mostre que você entende os códigos verbais sociais para não correr alto risco de vida.

Inglês, o poder da comunicação!

Em uma visão mais geopolítica, é nítido que o poder daInglaterra ainda não acabou. Em tempos coloniais, a ilha possuiu diversas regiões em mãos. Hoje, o seu poder explícito está na libra esterlina, contudo, como todos sabem, quase que o mundo inteiro se comunica em inglês.

Neste âmbito, se pensarmos que a comunicação é um dos grandes poderes do planeta, os ingleses possuem o domínio semiótico comunicativo mundial através da difusão de diversos canais de informações cruciais para o funcionamento das mídias dos outros países. Fique atento, enxergue nas entrelinhas.

Renato Duarte Plantier

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Categoria(s) do artigo:
Curiosidades
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Função: Programação e SEO Formação: Bacharelando em Ciência da Computação – Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI) Técnico em Informática Industrial – Colégio Técnico Industrial de Guaratinguetá (CTIG) Interesses:  Internet, Jogos, Esportes e Música

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