Obras Modernistas

As obras modernistas estão inseridas em um movimento chamado de Modernismo, que se iniciou com a literatura brasileira no ano de 1920. De forma oficial, o modernismo no Brasil começou mesmo dois anos após essa data citada, com a chamada Semana de Arte Moderna. Esse movimento durou até aproximadamente a metade do ano de 1978, sendo que todos esses anos foram divididos em três partes, com características próprias.

No entanto, o movimento modernista como um todo contribuiu para a disseminação da ideia de liberdade de expressão, além da inserção da coloquialidade e do contexto cotidiano das pessoas como forma de cultura. Na escrita isso contribuiu para a produção de textos com técnicas de escrita jamais vistas anteriormente. Isso porque a vida da burguesia e os temas luxuosos acabaram perdendo espaço para o cenário da retratação do dia-a-dia, sendo que o trabalhador, principalmente, começou a ser valorizado. Além de tuto, inclusive alguns erros gramaticais começaram a ser realizados de maneira proposital, mas para a amostra de um caráter mais fidedigno com a realidade.

Sendo assim, foi o fim dos versos e dos sonetos padronizados, com contagens exatas e as chamadas formas fixas que algumas escolas tinham como características triviais. Outra característica no que diz respeito à escrita foi a libertação do tradicionalismo, permitindo com que o autor escrevesse à sua maneira, sem até mesmo a utilização da pontuação básica, podendo fragmentar ou unir partes conforme achasse melhor e fragmentar e unir tempos e vozes verbais como quisesse de acordo com a sua intenção de passar informação ao leitor.

Um grande incentivo ao movimento aqui no Brasil foi a influência das vanguardas europeias, que iniciaram a ideia da realização e remodelação de um novo conceito de arte. Oswald de Andrade e Anita Malfatti foram bastante influenciados por essas vanguardas da Europa e no ano de 1917 Anita já realizava sua primeira exposição com características modernistas, o que fez com que até hoje alguns especialistas no estudo das escolas de arte considerem que foi essa exposição de Anita Malfatti que, de fato, teria dado início ao movimento.

A primeira fase do movimento Modernista aconteceu do seu início, em 1922, e se estendeu até o ano de 1930 e teve como principais autores Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral, Alcântara Machado, Anita Malfatti, Di Cavalcanti e Manuel Bandeira, dentre os que mais se destacaram inclusive no âmbito mundial, mas também participaram Graça Aranha e Raul Bopp. Uma das principais obras que incentivou o início da primeira fase modernista e o seu cerne, de uma maneira geral, foi “Os Sertões”, de Euclides da Cunha, que tentou retratar a realidade brasileira fazendo menção à Guerra de Canudos. Lima Barreto também se prendeu à retratação da realidade quando escreveu “Triste fim de Policarpo Quaresma”, que criticou a questão do nacionalismo.

Principalmente durante a primeira fase do movimento, os artistas foram bastante contrariados, uma vez que uma das principais características do início do movimento foi ser contra a tudo o que havia previamente estabelecido e instituído como arte, fato que gerou muita polêmica e deboche por parte dos tradicionalistas.

Já na segunda fase, tivemos Érico Veríssimo, Cecília Meireles, Jorge Amado, Graciliano Ramos, José Lins do Rego, Rachel de Queiroz, Carlos Drummond de Andrade, Vinícius de Moraes, Jorge Lima, Murilo Mendes, dentre outros. Dentre as principais obras que marcaram essa fase, podem ser citadas “Alguma Poesia”, de Carlos Drummond de Andrade e“A Bagaceira”, de José Américo de Almeida.

A terceira fase, iniciada no ano de 1945, pode também ser chamada de pós-modernismo e foi representada também por alguns autores das primeira e segunda fases, como Vinícius de Moraes com o Livro de Sonetos, Tarsila do Amaral, com a obra Abaporu e Mário de Andrade com Macunaíma. Nessa fase ainda tivemos estrelando Guimarães Rosa e Clarice Lispector, com seu livro A hora da Estrela. O cenário da terceira fase também foi representado pela Segunda Guerra Mundial, o que permitiu a elaboração de muitas obras voltadas para esse tema, como Rosa de Hiroshima, de Vinícius de Moraes, por exemplo.

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Categoria(s) do artigo:
Arte
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