Política da Argélia

A Argélia é um país da África do Norte, tendo o nome oficial de República Argelina Democrática e Popular. Sua capital é a cidade de Argel, que fica no norte do país, e é a cidade mais populosa de toda a costa do mediterrâneo, com dois milhões, setecentos e treze mil habitante, o país ao todo soma quarenta milhões, seiscentos e dez mil habitantes, fazendo com que a cidade de Argel detenha um quinto de toda a população do país.

A história da nação argeliana é muito rica, pois por pelo território onde hoje é o país passaram-se muitos impérios e dinastias. Os povos considerados os primeiros habitantes da Argélia são os Berberes, eles habitavam essas terras desde pelo menos dez mil antes de cristo, por volta de mil antes de cristo os Cartagineses conquistaram o povo Berbere, assim se instalando nesse territórios. Os povos Berberes foram conquistados por Roma, e após a queda do império Romano eles voltaram a se estabelecer no local antes deles. Pelas terras que hoje habitam os argelianos, passaram-se reinos como os dos numídicos, os dos fenícios, os romanos, os vândalos, os bizantinos, e diversos outros povos até chegar no império colonial francês. Uma das colonizações mais importantes que o povo Berbere sofreu foi a chegada dos árabes, no século oito. O povo árabe conquistou essas terras, e fincaram raízes no local, e nos dias atuais a maioria dos argelinos se consideram mais árabes do que berberes, sendo que praticamente todos tem alguma descendência Berbere. É possível constatar que o povo argeliano vem de uma linhagem muito miscigenada, pelo fato que se passaram muitos povos e muitas culturas por suas terras.

Caminhando para os anos mais recentes, em mil oitocentos e trinta, a França invadiu a Argélia, tornando o país parte de seu território. Mas os argelianos resistiram por muito tempo a esse controle, mesmo fazendo parte do território da França, tanto pessoas mais conhecidas como a população em si, não concordavam nessa anexação do território antes dele a esse novo país. A França teve maior controle do país por volta do século vinte. Nenhum país gostaria de passar por tal situação, pois foram mudanças drásticas ao argelianos que ali viviam, tiveram de receber milhares de colonizadores além da França, de outros países como Itália, também os da Espanha e os vindos de Malta, esses colonizadores além de invadir o país, dominaram as melhores localidades de moradia, simplesmente porque o governo francês decidiu que era por bem realizar um confisco de terras no país (onde claro foram pegas as melhores terras). As politicas ali instaladas eram desumanas, e favoreciam somente aqueles que decidiram invadir o país. Os descendentes de europeus, e também os judeus argelinos receberam cidadania francesa, o restante da população foi deixado “de lado”, a eles não cabiam as leis francesas, não tinham cidadania, e nem direito ao voto. A maioria da população perdeu as casas nas desapropriações, além de que os índices de analfabetismo aumentaram de maneira exorbitante. O país se viu em uma grande crise social, que perdurou por anos, em mil novecentos e quarenta e sete a França decide dar alguns direitos ao povo argeliano, dando a eles cidadania francesa e a possibilidade de ocuparem cargos de poder, mas o que ocorre é que as pessoas que estavam acostumadas ao antigo sistema, os colonizadores europeus, não aceitam bem essa nova proposta, com isso, os argelianos decidem fundar a FLN (Frente de Libertação Nacional), buscando assim a independência do país. Começa ali então uma guerra, que durou por anos, passando por um golpe militar em mil novecentos e cinquenta e oito, até chegar ao ano de mil novecentos e sessenta e dois, após os Acordos de Évian, que prometiam um cessar fogo entre os países após o longo período de guerra e de milhares de mortes. Foi então proclamada a Republica Popular Democrática da Argélia, onde houve somente a apresentação de um partido nas eleições, se tornando o primeiro presidente do país o politico Ben Bella, com isso se estabeleceu o socialismo.


Na década de noventa houve uma mudança de governo, de socialismo para uma economia de livre mercado. Atualmente na Argélia vigora o regime semipresidencialista. Nesse tipo de governo o presidente partilha o poder com um primeiro ministro e um gabinete, o que ocorre na Argélia é que um grupo chamado de décideurs civis e militares não eleitos, conhecidos como le pouvoir, realmente são as pessoas que governam o país, eles inclusive escolhem quem será o presidente eleito. Esse regime seria como uma mistura de parlamentarismo, onde a população elege um chefe de Estado mas esse não atua em nada no país, sendo mais um representante cerimonial, com o presidencialismo, onde é eleito um presidente que é responsável perante o legislador, o semipresidencialismo então mistura e ao mesmo tempo se difere de ambos. 

O presidente atual da Argélia é o Abdelaziz Bouteflika, ele está no governo do país desde mil novecentos e noventa e nove, quando foi eleito com setenta e quatro por cento dos votos, antes de ser eleito presidente foi um dos líderes da Revolução da Argélia quando o país viveu a guerra para se separar da França, também já foi Ministro das Relações Externas do seu país, e presidiu a Assembleia Geral das Nações Unidas. O país vinha passando pela Guerra Civil da Argélia desde o ano de mil novecentos e noventa e um quando ele entrou no poder, essa guerra era um conflito armado entre o governo e grupos de rebeldes islâmicos, teve seu inicio após um partido ganhar grande notoriedade no país, correndo risco de se eleger, o partido que estava no governo na época, o FLN, decidiu cancelar as eleições, o que deu inicio então ao conflito. O presidente Abdelaziz Bouteflika conduziu o fim da guerra no ano de dois mil e dois. O presidente tem atuado de forma a buscar o fortalecimento do país perante o restante do mundo. No país o presidente também é o líder do Conselho de Ministros além de ser o líder Conselho de Segurança Nacional. Ele irá ter a função de nomear o Primeiro-Ministro, que se tornará então o chefe de governo, esse Primeiro-Ministro irá escolher assim o Conselheiro de Ministros.

O parlamento do país é bicamaral, dessa forma há a Câmara, e a Câmara Alta. Na Câmara, chamada de Assembleia Nacional Popular, todos seus quatrocentos e sessenta e dois membros são eleitos nas eleições diretas e tem mandatos de cinco anos. Na Câmara Alta, ou Conselho da Nação, são cento e quarenta e quatro membros, sendo quarenta e oito deles nomeados pelo presidente, e os outros noventa e seis nomeados por membros das assembleias locais, as propostas de lei devem passar por ambas as Câmaras para que se entrem em vigor. O sufrágio universal no país, ou seja, quando todos podem votar, é aos dezoito anos. A Constituição vigente no país é a de mil novecentos e setenta e seis, e sofreu quatro modificações nos anos de mil novecentos e setenta e nove, mil novecentos e oitenta e oito, mil novecentos e oitenta e nova e mil novecentos e noventa e seis, segundo ela, nenhuma associação política do país pode ser formada pretendendo se basear “em diferenças de religião, língua, raça, gênero, profissão ou região”, sendo um Estado multi-partidário, porém os partidos devem ter aprovação do Ministério do Interior, o país conta com quarenta partidos legalizados, esses partidos também não devem fazer campanhas políticas que falem sobre religião, língua, raça, gênero, profissão ou região.

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Categoria(s) do artigo:
África

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