Cultura da Espanha

País com uma área de 505.954 km2, sendo o segundo maior território do continente europeu, população de 48,1 milhões de habitantes, com a capital Madri, situada no sudoeste da Europa, a Espanha se destaca entre os países europeus, principalmente, por conta da sua cultura diferenciada. A sua população é composta por espanhóis (86%), europeus não espanhóis (5,6%), caribenhos, sul-americanos e centro-americanos (5%), outros (3,4%). Quanto à questão religiosa há representatividade pelo cristianismo (90,1%), ateísmo (8,1%), islamismo (1,6%), outros (0,2%).

Um país com mais de vinte séculos de história, tendo recebido contribuição de povos romanos, celtas, árabes que provocaram marcas profundas na cultura desse local. Há uma imagem estereotipada da Espanha com toureiros e dançarinas, entretanto as tradições se expandem para além dessa visão. Hoje, a cultura e as tradições espanholas podem surpreender mais do que se imagina, caracterizada por hábitos, costumes e línguas bem diferentes que constituem seu território.

Um dos costumes inquestionável do espanhol é a sesta. Tradição que é passada de pai para filho, o cochilo depois do almoço é indispensável para os espanhóis. O mais interessante desse costume é que, geralmente, o comércio também fecha durante o horário da sesta e só volta  a funcionar a partir das 16h, não é uma regra, algumas lojas, escritórios e até agências de turismo fecham, outras não. Em Madri e Barcelona, que são grandes cidades, por exemplo, o mercado capitalista tende a ficar aberto, já em pequenas cidades é comum encontrar tudo fechado.

Poucos sabem que o idioma de destaque na Espanha é o castelhano (espanhol). No país há quatro línguas oficiais, o castelhano, catalão, basco e galiciano. Em várias partes do território espanhol é comum falar diferentes idiomas, tal fato é resultado da união histórica e cultural de cada lugar. O espanhol ou castelhano é a língua oficial em todo o país; os outros assumem a posição de idiomas co-oficiais em suas regiões respectivas. Isso aconteceu a partir de 1978, quando houve a transição da Espanha para uma democracia, momento em que diversas publicações em jornais do dia, que antes eram em espanhol, começaram a ser publicados  nestes idiomas (catalão, o basco e o galego), além de publicações de livros e novas mídias nesses idiomas extra oficiais.

Outro ponto forte da cultura espanhola são as festas tradicionais. Sem dúvida a Espanha é um dos países europeus mais bonitos e alegres para visitar, pode-se dizer que com uma energia parecida com a do Brasil. Seja pelo agradável clima durante quase todo o ano, pela calorosa recepção dos espanhóis, ou pelos múltiplos espaços históricos para se conhecer, a Espanha encontra-se dentro os países com maior número de turistas em todo o mundo. Uma das festas marcantes de sua história é a “Las Fallas” que acontece em Valência, durante 15 a 19 de março. Em novembro de 2016, a Unesco inscreveu esse acontecimento na Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. Esse festival foi originado à lembrança da tradição dos carpinteiros da cidade que na véspera do dia de seu padroeiro São José, queimavam na frente de suas lojas, nas ruas e praças públicas, velhos brinquedos junto com engenhos de madeira que eles usavam para levantar as lâmpadas que os iluminavam enquanto trabalhavam.

Durante o final de abril, ocorre em Sevilha, região Andaluza, a “Feira de Abril”. Todos os anos essa festa une mais de mil tendas, com muita diversão, comida típuca espanhola, bebidas e bailes com integrantes customizados sevilhanos. Quase todos vão vestidos com roupas típicas da região, além de andarem pelas ruas em carruagens, vendo desfiles e incríveis espetáculos culturais. A história dessa festa começava em 1254, quando o rei Alfonso X cedeu permissão para a comemoração em Sevilha de duas feiras anuais. Essas feiras tinham sido esquecidas durante um longo tempo, até que em 1846 dois sevilhanos, conselheiros da Prefeitura de Sevilha apresentaram a grande ideia de reviver essas feiras. Desde então, a feira vive grandes momentos, de esplendor e até brigas políticas, hoje proporcionando sensações incríveis aos seus visitantes.

Vale destacar ainda, uma das festas marcantes pela sua diferenciação na Espanha. “La tomatina”, em Buñol celebrada na última semana de agosto, atrai todos os anos um grande número de turistas. A festa tem início às onze da manhã e a guerra de tomates percorre o dia todo, sendo 140 toneladas de tomate lançados no ar por hora. A origem de “La Tomatina” se deu em 1945, quando crianças presenciaram um desfile de gigantes na Plaza del Pueblo. Os meninos entraram no meio do desfile e fizeram cair os gigantes causando ira na população que assistia ao evento e logo partiram para cima dos jovens. Esses avistaram um carrinho com vegetais e começaram a jogar tomates uns nos outros. No ano seguinte, após a diversão que viveram no ano anterior, os meninos repetiram o que aconteceu, mas voluntariamente levaram seus tomates para jogar uns nos outros. Essa festa foi banida no início da década de 1950, entretanto por pedido da população a festa foi novamente permitida, sendo novamente cancelada em 1957. Após um protesto houve finalmente sucesso da população que por meio de um partido consegui concretizar a realização da festa.

Não tem como deixar de falar nos maravilhosos pratos típicos espanhóis. Sempre acompanhado com um bom vinho, as refeições, assim como o idioma e outros aspectos culturais, também variam de região para região. Um dos ingredientes que são destaque em qualquer prato são o azeite de oliva, saladas, cebola e diversos condimentos. Os doces merecem um destaque especial, composto principalmente por frutas, nozes e temperos como noz-moscada, canela e açafrão. Os pratos mais comuns são a Paella, Tortilhas, Chorizo, e o Jamón (presunto). A paella surgiu como um prato popular, nos séculos XV e XVI, quando os camponeses saíam para trabalhar carregando uma panela rasa e arredondada com alças, chamada de “paella”. O prato hoje é composto por arroz, frango, coelho, pato, variedades de feijão, azeite, tomate e açafrão. As tapas surgiram depois da guerra civil espanhola, em um período de escassez, a partir de bares que agradavam seus clientes com petiscos salgados, no intuito de estimular o consumo etílico. Outros autores dizem que as tapas surgiram para “tapar” os copos de cervejas dos espanhóis, que quando se reuniam com os amigos para beber, ficavam incomodados com as moscas próximas a bebida. Outro ainda dizem que o costume nasceu na Idade Média, a partir de uma imposição do rei espanhol Alfonso X, “o sábio”, de que nos “mesones castellanos” deveriam servir vinho somente acompanhado de algo salgado para comer, afim de que a bebida não deixasse os convidados embriagados tão logo. Hoje em dia, não se toma uma bebida sem ter alguma coisa para acompanhar. Há uma grande variedade de tapas: camarões fritos, croquetes, queijo machego com molho de mel, achovas, tortilla de patata, calamares a la romana, e outros.

Por fim, mas não menos importante, deve-se dar um destaque especial ao Flamenco. Primeiramente, deve-se afirmar que o Flamenco não é realmente uma dança mas sim um estilo musical. Há uma influência cigana e mourisca em sua história, com auxílio árabe e judaico. A cultura do Flamenco está ligada, principalmente, à região da Andaluzia, e tornou-se um dos símbolos da cultura espanhola. Em 2010, o Flamenco foi consagrado patrimônio cultural imaterial da humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. Em sua origem, o flamenco era unicamente um canto, sendo em seguida acompanhado pelo som do violão, guitarra, palmas e pela dança. Hoje em dia, mais instrumentos foram acrescentados como o cajón e as castanholas, além do violino, e celo e a flauta, que vieram enaltecer os pontos musicais além do toque da guitarra. Durante muito tempo, o flamenco não foi considerado um tipo de arte gerando como consequência a perda de muitos detalhes do desenvolvimento desse estilo musical no seu percurso histórico. Além disso, os difíceis tempos dos povos envolvidos na raiz cultural do flamenco (povos mouros, ciganos e judeus que foram perseguidos pela inquisição espanhola) também colaboraram com a perda de características dessa arte.

Além dessa breve caracterização, muitos outros detalhes das tradições e costumes fazem da Espanha um dos países com grande potencial turístico.

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Categoria(s) do artigo:
Europa
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Comentários

  • queria fotos textos mas tudo bem
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    janaina 23 de Maio de 2011 13:22 Responder
    • e o que eu tenho aver com isso

      angela 14 de junho de 2011 12:17 Responder
      • vc tem que se inportar sua retardada comenta pra comenta bosta vc devia ter vergonha disso pessoas que não se importam como voce não quer aprender nada quer ficar catando latinha na rua ne ….

        thaissa paulina correa rocha 8 de novembro de 2012 21:17 Responder
  • obg vou pra lá quando eu nasce de novo numa familia da espanha

    lucas eduardo 29 de setembro de 2011 12:31 Responder
  • acho que vcs devem ser menos idiotas e podris, axu issu podri dimaixxx, beju da cle :*

    cleuza 8 de Maio de 2012 13:26 Responder
    • oque vc é retardada ne eu to aprendendo isto faiz um tempão já voce n quer nada com a vida ne axo que vc quer catar latinha na rua

      thaissa paulina correa rocha 8 de novembro de 2012 21:19 Responder
  • eu acho essas coisas muito legal essas danças espanholas as comidas espanholas tudo isso eu acho muito enportando e divertido ….

    thaissa paulina correa rocha 8 de novembro de 2012 21:15 Responder
  • eu acho q vocês devem ter respeito com a espanha porque eles também são pessoas assim como voceis e vocês deviam ter mais respeito com eles #fica dica…

    amanda guerin miranda 8 de julho de 2015 23:03 Responder
  • eu também quiria mais coisas sobre cultura e não tem e não e porisso que eu to criticando eles e as culturas deles

    #fica dicaaaaaaaaaaa…

    amanda guerin miranda 8 de julho de 2015 23:08 Responder

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