História da Virada Cultural

O evento anual conhecido como Virada Cultural existe desde 2005 e foi criado pela prefeitura da cidade de São Paulo. O objetivo é manter eventos culturais acontecendo 24 horas sem interrupção. Tem todo tipo de evento cultural como shows, espetáculos teatrais, exposições entre outros.

A inspiração para a criação desse evento foi a Nuit Blanche de Paris que todos os anos é responsável por levar milhares de pessoas para participar de atividades culturais. Como São Paulo é uma cidade múltipla conta com vários palcos temáticos como o da Avenida São João que é de rock nacional, o da Praça da República que é de samba, o da Estação Júlio Prestes que é de MPB e o do Largo do Arouche que tem apresentações populares.

Um dos principais motivos do sucesso da Virada Cultural é oferecer para a população apresentações de qualidade com artistas renomados. O mais interessante é que pessoas de todas as classes sociais têm acesso a cultura do teatro e de outras formas de arte. O evento ainda tem ajudado a reverter o esvaziamento do centro de São Paulo atraindo os paulistanos novamente para essa região.

História da Virada Cultural

Edição de 2005 – A Primeira

O mês de novembro de 2005 assistiu a primeira Virada Cultural em São Paulo, o evento ocorreu entre os dias 19 e 20. Teve a participação de 3 mil artistas e foi criada pela prefeitura da cidade de São Paulo. Como já dissemos acima a inspiração foram as “Noites Brancas” (Nuit Blanche) da Europa que são muito famosas em Paris, Madri e Roma.

A prefeitura visa oferecer para os seus cidadãos 24 horas de cultura com várias atrações para todos os gostos e públicos. Para garantir que a população consiga aproveitar o melhor da Virada Cultural nesse período ônibus, metrô e trem funcionam ininterruptamente.

A Edição de 2008

Uma das edições da Virada Cultural mais marcantes da história do evento foi a de 2008 que teve um público estimado em 4 milhões de pessoas. Nessa edição aconteceram mais de 800 apresentações e contou com a participação de mais de 5 mil artistas. Dentre os nomes consagrados que fizeram parte desse evento estavam Gal Costa, Jorge Ben Jor, Fernanda Takai, Luís Melodia, Orquestra Imperial, Marcelo D2, Zé Ramalho, Cesária Évora, Vanguart, Mutantes, Jair Rodrigues, Titãs, Teatro Mágico entre outros.

Uma das coisas mais legais da edição desse ano é que foram realizadas apresentações no Theatro Municipal durante 24 horas gratuitamente. Na Praça D. José Gaspar pianistas se revezaram durante todo o dia.

A Edição de 2011

Outra edição que marcou a história desse evento foi a de 2011 por ter oferecido acesso a uma atração diferente, luta livre. Nesse ringue foram realizadas apresentações das equipes CMLL – Consejo Mundial de Lucha LibreCMLL e BWF – Brazilian Wrestling Federation BWF.

Também teve impacto bem positivo o palco de stand-up comedy que contou com atrações como Danilo Gentili, Márcio Ribeiro, Fábio Rabin, Léo Lins entre outros que mantiveram 24 horas de apresentações sem interrupções. Foi também nessa edição que o palco de rock (que passou a ser nacional e internacional) foi transferido de lugar.

Transferências

O palco pertencia a Avenida São João, mas em 2011 foi transferido para a Estação Júlio Prestes que até aquele ano era sede dos shows de MPB. As apresentações de MPB foram para a XV de Novembro, Aliás, foi no palco da Júlio Prestes que se realizou um dos shows mais esperados da Virada o do Misfits.

Nesse show houve um começo de confusão em que a Guarda Civil Metropolitana precisou intervir passando com o seu carro no meio do público. Para acabar com a confusão os policiais chegaram a apontar uma arma para as pessoas que estavam em volta do carro e que haviam depredado o mesmo enquanto ele passava. Apesar disso o show transcorreu bem e contou com grandes sucessos da banda como Dig Up Her Bones, Die, Die My Darling, American Psycho e Teenagers From Mars.

Virada Cultural Paulista – Várias Cidades

O que é bom merece ser copiado, não é mesmo? Por isso foi criada a Virada Cultural Paulista que tem o mesmo objetivo de manter 24 horas sem interrupção de apresentações culturais, porém, em várias cidades do estado e não somente na capital. No ano de 2010 o evento havia chegado em sua quarta edição e foi realizado em 30 cidades do interior e litoral do estado.

Dentre as cidades que tiveram a sua Virada Cultural estão Presidente Prudente, Jundiaí, Marília, Araçatuba, Araraquara, São José dos Campos, Franca, Sorocaba, Santos, Santa Bárbara d’Oeste, Bauru, São José do Rio Preto, Caraguatatuba, Bertioga, Assis, São Vicente, Mogi das Cruzes, São Bernardo do Campo, Piracicaba, São Carlos, Guarujá, Mongaguá, Ribeirão Preto, Praia Grande, Mogi Guaçu, Cubatão, São João da Boa Vista, Indaiatuba, Peruíbe e Itanhaém.

Pão e Circo?

Como tudo a Virada Cultural também recebe críticas em especial de quem tem ligação com a política. O evento já foi comparado ao famoso pão e circo dos tempos do Império Romano. Roma tem uma história política que vai de 752 a.C. até 476 d.C e que tem três períodos bem destacados que são Monarquia, República e Império.

No momento em que houve um crescimento urbano maior Roma passou a enfrentar problemas sociais e para tentar conter essas insurgências o imperador resolveu adotar a política do pão e circo, ou seja, dar comida e diversão para que o povo ficasse calado. Com isso enquanto a plebe estivesse alimentada e distraída não iria se preocupar com as decisões políticas.

Os mais críticos atribuíram esse caráter para a Virada Cultural alegando que as pessoas se esqueciam dos problemas sociais devido ao evento. Porém, é claro que devemos lembrar que esse evento leva cultura para muitas pessoas que não tem essa oportunidade no seu dia a dia e com isso oferece acesso ao conhecimento algo que vai de encontro a ideia simplista de pão e circo. Seja como for a Virada Cultural é um bom momento para aproveitar para conhecer outras formas de arte e conhecer outros universos artísticos, em atrações para todo mundo.


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