Como a Igreja se Expandiu

O cristianismo começou em Jerusalém. Eles haviam recebido de JESUS a ordem de ali permanecerem até receberem a promessa do ESPÍRITO SANTO, e então ir para todas as partes testemunhando dELE. Entretanto, mesmo após receberem o revestimento de poder vindo de DEUS, eles ficaram em Jerusalém. Foi então que DEUS permitiu que uma grande perseguição se levantasse contra eles, dispersando-os.

A história relata que os cristãos dispersos por meio de perseguições que se levantavam onde viviam, espalhavam-se levando com eles a semente da Palavra de DEUS. Suas vidas eram testemunhos, eles propagavam assim um novo estilo de vida, uma vida elevada em princípios, e em questões práticas.

Alguns cristãos chegaram até Damasco, e outros até Antioquia. Através de um oficial, que recebera o testemunho de Filipe, um dos discípulos de JESUS, o Evangelho chega até mesmo na África.

Esse primeiro período de vida da igreja – a  despeito de sua expansão e das muitas maravilhas operada em seu meio, apesar das grandes revelações, como as encontramos na Bíblia Sagrada – é chamado de Era Sombria.

Isto porque durante esse período, face às constantes perseguições, ocorreram muitas falhas de informações que se perderam com o tempo.  Algumas perseguições estão registradas nos anais da história da humanidade e do cristianismo. Entre elas, podemos destacar algumas.

Reforma Protestante

Reforma Protestante

Perseguição de Nero

Nero entrou no poder no ano 54 AD, nessa época a morte era a recompensa de todos aqueles que opunham-se à sua vontade. Dez anos depois, em 64 AD Roma é incendiada. A opinião pública responsabilizou o imperador Nero pelo crime. Este, para tentar escapar da acusação, acusou os cristãos como culpados pelo incêndio, movendo contra eles ferrenha perseguição. Durante esse período milhares de cristãos foram torturados e mortos, muitos dos quais foram embebidos em líquidos inflamáveis e amarrados a postes e incendiados, servindo de iluminação para a cidade. Outros foram vestidos com peles de animais e lançados para cães famintos, que os devoraram como caça.

Foi durante esse período que Pedro foi crucificado de cabeça para baixo, e Paulo foi decapitado. Também Tiago foi lançado do alto do templo e posteriormente apedrejado.

São Silvestre

São Silvestre

Perseguição de Domiciano

Em 81 AD esse imperador, sucessor de Tito (que invadiu e destruiu Jerusalém em 70 AD) deu ordem para que todos os judeus enviassem suas ofertas anuais, enviadas à Jerusalém, para  Roma. Como não obedeceram, Domiciano começou uma segunda perseguição, não apenas contra os judeus, mas contra todos os cristãos. Novamente milhares de cristãos foram mortos, não mais apenas em Roma, como anteriormente, porém em toda Itália. Foi quando o apóstolo João que morava em Éfeso foi exilado na ilha de Patmos, onde recebeu a revelação do Apocalipse.

Perseguições dos Imperadores

Após a morte do apóstolo João, aproximadamente no ano 100 AD, ocorreram diversas perseguições contra os cristãos, promovidas por diversos imperadores, que duram até o ano 313 AD, quando então o imperador Constantino, dizendo-se “cristão”, ordena que cessem todos os propósitos de destruição da igreja. Vale salientar que durante esse período os cristãos já estavam radicados em todas as nações, possivelmente até a Espanha e a Inglaterra. O número de pessoas que compartilhavam a vida cristã subia a muitos milhares. Registra-se na história a “Carta de Plínio” (governados da Bitína, hoje conhecida como Turquia) escrita a Trajano, declarando que os templos erguidos às divindades estavam abandonados, mas que os grupos de cristãos em toda parte formavam multidões, estas pertencentes a todas as classes sociais, de nobres a escravos.

Visão Missionário

Visão Missionário

Porque os Cristãos são Perseguidos

Entre os principais motivos das perseguições aos cristãos podemos destacar que enquanto o paganismo em suas práticas religiosas utilizava-se de diversos tipos de formas e objetos de adoração, os cristãos rejeitavam quaisquer formas ou objetos de adoração (como imagens, ídolos, talismãs, etc).

Também a utilização de ídolos na adoração estava enraizada na vida dos pagãos, sendo inclusive encontradas nos lares, e em cerimônias cívicas. Os cristãos, claro, não participavam de tais formas de culto e adoração, sendo por isso considerados anti-sociais e até mesmo “ateus”, pois não tinham imagem de nenhum deus.

Nesse período da história, a adoração ao Imperador era tida como prova de lealdade, de modo que eram erguidas estátuas dos imperadores reinantes em locais públicos e visíveis, a fim de serem adoradas pelo povo. Com sua rejeição a tal adoração, os cristãos eram considerados traidores e desleais ao império, sendo, portanto, criminosos ou indignos de confiança.

Como os cristãos reuniam-se secretamente para adorar o SENHOR JESUS, e usavam uma linguagem própria (quando participavam da ceia, diziam comer a carne e beber o sangue do SENHOR), eram acusados de atos imorais e até de canibalismo.

Como no cristianismo todos são considerados iguais, não havendo distinção entre os cristãos, os romanos os consideravam “niveladores sociais”, perturbadores da ordem social e anarquistas.

Por Carlos Alberto Bächtold – servidor da prefeitura de Foz do Iguaçu

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Categoria(s) do artigo:
Religião
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